Controle de versão

Samuel Martins Delfim 20 de fevereiro de 2008 1

A cada dia sistemas de versão concorrente vem sendo utilizados para os mais diversos fins. No passado era realidade apenas em grandes ambientes de desenvolvimento paralelo, onde literalmente dezenas de desenvolvedores demandavam acesso simultâneo aos mesmos arquivos, e ter um sistema de versão concorrente era imperativo para garantir adequadamente um ambiente de trabalho concorrente, e principalmente, garantir segurança desses dados, de forma que se um desenvolvedor interferisse negativamente no trabalho de outro, as mudanças em questão pudessem ser facilmente revertidas ao estado anterior.

Então o controle de versões é visto como uma extensão natural do processo de desenvolvimento, permitindo que se possa paralelizar o desenvolvimento de forma coerente e padronizada.

Hoje existem dezenas de opções de sistemas de versionamento de projetos, esses sistemas são conhecidos com SCM ou apenas VCS (Version Control System). Alguns sistemas VCS comerciais, mais conhecidos são:

  • Clear Case
  • Microsoft Team Foundation

E alguns sistemas de controle de versão livre, mais conhecidos são:

  • CVS
  • Subversion
  • GIT

Outros sistemas menos conhecidos:

  • Visual Source Safe
  • PVCS
  • SVK
  • HG
  • BZR
  • Perforce

Temos como preferência utilizar sistemas open source e pelo conhecimento do CVS e do Subversion iremos basear os estudos e comparações nos dois sistemas.

O sistema aberto mais conhecido é o CVS, exatamente por existir a mais tempo, e ser a primeira implementação livre com um número de recursos que o tornasse viável a ser utilizado em todo tipo de ambiente, de qualquer porte, de projetos pequenos a gigantescos. O CVS é a opção de escolha mais comum, entre livres e comerciais. Ao menos por enquanto.

Subversion é uma ferramenta open-source de controle de versão (veja o tutorial sobre controle de versão de software para mais informações). Segue a licença de software livre nos moldes da licença Apache/BSD.

O projeto do Subversion iniciou em 2000 com a idéia de se construir um CVS melhor, isto é, mantendo o mesmo modelo de trabalho, mas consertando as falhas e limitações que o CVS apresenta. Desde então, vem atraindo uma comunidade cada vez maior de colaboradores e usuários.

O Subversion tem a maior parte das funcionalidades do CVS. De modo geral, a interface do Subversion segue à do CVS. Isto facilita a transição dos usuários do CVS para o Subversion.

Controle de Diretórios, Renomeações e Meta-Dados

Esta era uma das maiores reclamações sobre o CVS. Subversion não só controla a versão do conteúdo dos arquivos, mas também de diretórios, cópias, renomeações e meta-dados.

Operações Atômicas de commit

Um conjunto de modificações a serem realizadas num commit é aceito como um todo ou nenhuma alteração é feita. Não há a possibilidade que apenas uma parte das alterações seja aceita quando enviadas ao repositório tal como acontecia no CVS. Além disso, os números de revisão estão atrelados a cada operação de commit e não aos arquivos.

Opções de Acesso à Rede

Subversion foi projetado para uma camada abstrata de acesso ao repositório, o que permite a implementação de novos mecanismos de rede. Um dos mecanismos existentes usa o protocolo WebDAV/DeltaV baseado em HTTP através do Apache 2. A outra opção é o servidor dedicado svnserve como opção ao Apache, e que pode ser combinado ao ssh.

Arquivos Binários e de Texto Tratados Consistentemente

Outro grande problema bastante conhecido é que o CVS que não funciona tão bem com arquivos binários. Por outro lado, o Subversion usa um algoritmo de diferenciação binário que funciona de modo idêntico tanto para arquivos texto (legíveis por humanos) quanto para arquivos binários (ilegíveis para humanos).

Ramificações e Rotulações em Tempo Constante

O tempo das operações de ramificação (branching) e rotulação (tagging) é constante, e não depende do tamanho do projeto no repositório. Esse resultado é obtido através da forma de implementação do Subversion para essas operações, que é feita como uma operação de cópia que resulta em links, ocupando pouco espaço e um intervalo de tempo constante.

Uso mais Eficiente da Rede

O protocolo de rede usa a largura de banda eficientemente enviando as diferenças entre cliente/servidor e servidor/cliente sempre que possível, ao contrário do CVS que envia as diferenças do servidor ao cliente, mas não do cliente ao servidor.

A seguir, é apresentado um pequeno quadro comparativo entre o CVS e o Subversion (SVN). Ressaltamos que este quadro não representa uma comparação completa.

Funcionalidade

CVS

SVN

Commit Atômico

X

V

Renomeações e cópias de arquivos e diretórios

X

V

Rastreamento de Fusões (Merge)

P

PF

Permissões de Repositório

P

V

Documentação Disponível

V

V

Portabilidade

V

V

Open Source

V

V

Interfaces Gráficas

V

V

Suporta Grande Repositório

V

V

Legenda:

(V) Possui tal funcionalidade

(X) Não possui tal funcionalidade

(P) Atende parcialmente o requisito

(F) Existe previsão para implementação da funcionalidade no futuro

(A) Informações insuficientes para classificação

Um comentário »

  1. Hayane Amorim 2 de julho de 2010 de 6:33 pm - Reply

    muito bom …Parabéns!

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